Macaronni – Porto Alegre – Shopping Moinhos

Num desses fins de semana que a gente acorda tarde, ficamos sem opção de onde comer e acabamos indo no Shopping Moinhos. Escolhemos comer no Macaronni, apesar da minha implicância por massa de fast-food. Nunca comi uma massa, na praça de alimentação de um shopping center,  que estivesse no ponto certo de cozimento. E não me parece que seja muito difícil atingir o tempo exato do al dente. O McDonalds não tem um timer nas máquinas que fritam batatas que as deixam sempre no mesmo ponto? (Aquele ponto em que elas estão perfeitas para serem consumidas na hora, mas se passam mais de 10 minutos ficam intragáveis). Pois bem, acho que essas cadeias de fast-food que servem massa deveriam investir num cronômetro com alarme, assim, talvez, elas acertem sempre.

No Macaronni, decidimos dividir 2 pratos, a Caesar Salad e o Bife à Parmigiana acompanhado por espagueti com molho de tomates.

A salada era novinha, mas o molho Caesar parecia um daqueles molhos prontos da Hellman’s. Talvez a comparação seja injusta com a Hellman’s, o molho não se qualificava tanto, parecia um iogurte com maionese. E além disso, para um prato de R$ 13,00 e, tratando-se de uma salada, era muito pequeno.

O à Parmigiana por sua vez, era bem grande. Quem sabe, até demais para uma pessoa.

Como era de se esperar, a massa estava pra lá de cozida, mas o molho de tomates era muito bom. O bife estava crocante e bem temperado, mas sem sombra de dúvidas a carne não era filé. Apesar de tudo isso, ao que se propõe, o Macaronni cumpre bem o seu papel. A comida chega rápido e é razoavelmente boa para um restaurante de shopping.

Entramos numa discussão sobre o Bife à Parmigiana, que não tinha presunto (como o da Petisqueira). O Parmigiana clássico tem ou não presunto?

Bom, o clássico, clássico mesmo não é nem com carne e sim com berinjela. O prato é original do sul da Itália, contrariando os que acham que ele é de Parma, que fica ao norte. Ele ganhou esse nome devido ao fato da berinjela levar molho de tomates e ser gratinada com queijo Parmigiano-Regiano, o nosso bom e velho queijo parmesão ralado.  Por aqui, é sinônimo de carne empanada, gratinada, com molho de tomates, ora com presuto, ora sem.  Isso me faz pensar nos vários pratos italianos que sofrem mudanças na culinária brasileira.

Milanesa – No Brasil é praticamente qualquer coisa empanada. Na Itália é um risoto. Risotto alla Milanese, um risoto com aparência amarelada, preparado com açafrão (zafferano).

Sorvete Napolitano – No Brasil trata-se do sorvete de 3 sabores: morango, creme e chocolate que lembram o brasão da cidade de Napoles. Na Itália não é muito diferente, exceto pelo fato de levar ainda trufas, amêndoas e licor.

Bolonhesa – No Brasil é o molho de tomates com guisado. Na Itália ídem, mas com o adicional de bacon e o fato de praticamente nunca ser consumido com espagueti, como se costuma fazer mundo afora, e sim com tagliatele ou lasagna.

Calabresa – No Brasil pode ser tanto um tipo de lingüiça, condimentada com pimenta calabresa, ou uma cobertura de pizza que também é composta principalmente com a lingüiça. Na Itália significa apenas alguém ou algo que vem da região da Calábria, onde é raro encontrar algum prato da culinária local que não leve o peperoncino, a pimenta da região.

Lembra de mais algum? Comenta aí.

Valor da conta: R$ 33,00, não cobram os 10%.

Soho – Porto Alegre

O restaurante Soho fica numa antiga casa na rua Dinarte Ribeiro. A casa tem pontecial para ser um restaurante muito bonito.  Esse não é o caso do Soho.

O buffet e as mesas aparentam estar organizados de forma improvisada e sem nenhuma intenção de tornar o lugar decorado e aconchegante.

Porém, a variedade de opções surpreende. Encontrei alguns pratos bem atípicos para um buffet como o Escondidinho de Charque e a Costelinha de Porco com molho barbacue, que estavam bem saborosos.

Uma curiosidade do Soho é que os clientes podem pedir pastéis de queijo avulsos pelo preço de R$ 1,00 extra, cada um.

Um bom restaurante que poderia ser muito melhor.

Buffet livre: R$ 12,50, não cobram os 10%.

Greek Donner – Porto Alegre

Post rápido e com fotos de celular traduzem bem o que experimentamos no Greek Donner, restaurante/fastfood grego.

O prato mais conhecido e homônimo da casa – iscas de filé, tzatziki, cebola grelhada, tomate, tempero verde e molho vermelho envoltos no pão pita –  já foi melhor. Talvez a opção de transformar o restaurante, situado na rua Anita Garibaldi, em um fastfood, no shopping Iguatemi, tenha feito com que a qualidade ficasse em segundo plano.

O prato tinha um sabor de canela que se sobressaía demais.  E o tzatziki – um molho de iogurte com pepino, clássico da culinária grega – não era lá muito bom. Já tive oportunidade de dividir casa com um grego, na verdade um cipriota, que fazia um tzatziki maravilhoso em questão de 5 minutos, então não creio que seja muito difícil.

Em suma, o prato não era ruim mas também não era muito bom. De qualquer forma ainda é uma opção um pouco mais saudável do que um cheeseburger, quase todos os pratos acompanham uma salada.

Mas o que eu realmente gostaria de ver no Greek Donner é o tradicional Gyros – feito de carne assada, normalmente de cordeiro,  num espeto vertical, fatiada e servida com tzatziki num pão pita. Fica a dica.

Total da conta (2 pessoas): R$ 26,10, não cobram 10%.

Bistrô do Margs

O Bistrô do Margs nunca tinha me chamado muito a atenção. Já tinha ido algumas vezes ao restaurante, situado na Praça da Alfândega, mas sempre para petiscar alguma coisa, tomar um choppinho e sentar na rua para observar o movimento.

Terça-feira, feriado de Nossa Sra. dos Navegantes, resolvemos ir ao Bistrô para degustar uma refeição completa. Como o calor era insuportável, nos sentamos na parte de dentro, onde o ar-condiconado estava ligado no máximo. Fomos surpreendidos com um excelente atendimento e uma comida muito bem preparada.

Tudo bem, era feriado e a cidade estava completamente vazia, então não era difícil atender bem, mas além disso o garçom era extremamente simpático e nos deu a barbada sobre o que pedir.

Eu sou bem favorável a restaurantes que tem sugestões do dia ou do chef. É uma boa oportunidade pro chef e pro cliente testarem algo diferente. Escolhemos o que o nosso amigável garçom sugeriu, que começava com uma salada primavera (rúcula, aspargos verdes, cogumelos e tomates secos). Eu não comia tomates secos desde o fartão de 92 e achei que seria uma boa oportunidade de fazer as pazes com a fruta desidratada.

O prato principal era composto por dois medalhões de picanha na manteiga, batatas assadas à perfeição, pimentões amarelos e vermelhos marinados no limão e uma pequena porção de rúculas e tomates secos.  Esses últimos dois ingredientes eram totalmente dispensáveis, já que também estavam presentes na entrada. Atingi de novo a minha cota de tomates secos e agora só em 2018. Mas o restante do prato era de fato delicioso e notáva-se o cuidado no preparo.

O único pecado, de toda a refeição foi a sobremesa. Se tem uma sobremesa que eu gosto é o tal do crème brullee. A mistura de quente e frio, a camada dura de açúcar queimado e o creme de baunilha, tudo parece combinar. O que nos serviram de sobremesa era o contário de tudo isso, parecia mais um mingau do que qualquer outra coisa.

Mas de qualquer forma saímos de lá com uma impressão muito boa e com vontade de voltar para experimentar outros pratos.

Total da conta (2 pessoas): R$ 83,00, com os 10%.

Barbarella Bakery – Porto Alegre

A Barbarella Bakery é um lugar que sempre voltamos. Fica na simpática e arborizada rua Dinarte Ribeiro e tem 2 andares. Tem como expoente o pão baguete com fermentação natural (au levin), receita desenvolvida pela proprietária na faculdade de Engenharia de Alimentos.

Como o próprio nome diz, a padaria é inspirada na heroína do filme, de mesmo nome, do final da década de 60 estrelado por Jane Fonda e lançado simultâneamente nos EUA e França. O filme fica rodando em loop na tv do andar superior e, não é difícil se deparar com a sequência de créditos inicias, a famosa cena na qual Jane Fonda se despe na gravidade zero.

Além do filme, a Barbarella Bakery é decorada com pinturas nas paredes e uma máquina de fliperama com mais de 1000 jogos clássicos dos anos 80 (precisa comprar fichinha…), que ajudam a dar um ar brega-cool ao lugar.

O cardápio apresenta vários tipos de sanduíches,  saladas, quiches e alguns outros pratos típicos franceses. Para beber a pedida foi o chá gelado, feito com chá preto, limão e canela que é servido várias vezes durante toda a refeição.

Os sanduíches mais pedidos da casa são o Pensilvânia, que e é preparado com escalopinhos de filé, cebola na chapa e quejo gruyere derretido e o Barbarella, feito com rosbife, cebolas carameladas, gruyere e roquefort. E apesar dos ingredientes terem um sabor muito presente, o pão é sem dúvida a estrela da refeição. A consistência da casca torna o sanduíche um pouco dificil de morder, na maioria das vezes o uso de talheres é obrigatório, o que faz com que ele seja degustado e apreciado sem pressa.

O atendimento é, na maioria das vezes, bom. Uma ou outra vez o garçom tenta ser francês demais e acaba se atrapalhando com os pedidos, mas dessa vez não foi o caso.

No andar de baixo, próximo ao caixa, encontra-se toda a gama de pães que a padaria oferece e alguns doces como muffins, cookies e apfelstrudels que também são excelentes.

Vale conhecer, ou pelo menos levar um baguete au levain para casa.

Preço médio por pessoa: R$ 28,00 com os 10% (às vezes)

La Pulpería – Porto Alegre

O restaurante La Pulpería é uma opção de almoço barato para quem trabalha no Moinhos de Vento. Sua ideia é simples porém nobre: ele abdica da quantidade de pratos para ganhar em qualidade.

Lá o feijão é bem temperado, a salada é fresca e os bifes levam pimenta do reino. Como em todo buffet, a massa não é o ponto forte, mas está muito longe de ser aquele espaghetti mole e cansado que costuma ser servido por aí.

Seu ambiente é pequeno e acolhedor, mas pode ficar um pouco desumano quando todos os publicitários da região resolvem almoçar por lá.

Outro fato que merece ser registrado é assiduidade do goleiro Danrlei. Como se não bastasse a presença constante da figura, o La Pulpería também tem outros problemas. O atendimento do local deixa a desejar. O garçom muitas vezes não oferece a bebida e quando oferece leva tempo até entregar os copos, o que faz com que as pessoas bebam refrigerante de sobremesa. Aliás, a sobremesa do lugar é paga e normalmente são servidos cremes duvidosos, o erro da maioria dos buffets baratos.

Dessa forma, uma volta tranquila pelo Moinhos parece ser a melhor opção para finalizar um almoço no La Pulpería.

Total da conta (1 pessoa): R$ 18,60, sem os 10%.

*por Vinícius

Z Café – Porto Alegre

O Z Café é um buffet acima da média, com preços também acima da média. Mas o preço elevado da tara é totalmente justificado com a qualidade da comida e do atendimento.

Quando se vai ao Z duas coisas são certas: os bifinhos de filé mignon no ponto exato e o melhor feijão do bairro Moinhos, que está mais para feijoada comparado ao feijão servido na maioria dos buffets da região.

Tem um amplo espaço com várias mesas e uma sacada com vista para a rua Padre Chagas, também com mesas, que fica impraticável no verão.

O buffet sempre apresenta duas alternativas de carne (quase sempre filé e entrecot), e outras opções como frango (na chapa ou, às vezes, com molho), algum tipo de massa e outros pratos, como risoto, strogonoff ou pastéis. Esqueci da salada, coisa que frequentemente acontece comigo nos buffets. A do Z Café tenta ser um pouco mais refinada que as outras, o que nem sempre é uma coisa boa, salada é salada. Mas tenho que admitir que o carpaccio de abobrinha, cortadas bem fininhas, é um diferencial. Isso me faz lebrar de uma velha dúvida de etiqueta nos buffets: quem não quer comer salada pode pular a fila e ir direto para os pratos quentes? E se já tiver comido salada e estiver se servindo pela segunda vez?

Outra coisa que é obrigatória nos almoços no Z é o mousse de chocolate, uma porção pequena servida em uma temperatura que faz com que a sua consistência fique semelhante a de um sorvete e ainda leva um pingo de doce de leite na superfície.

Total da conta (1 pessoa): R$ 25,00, com os 10% (o buffet livre custa R$ 19,50).